Textos e Poemas



 
 

Hoje, ontem e amanhã

 

Hoje está mais difícil que ontem, talvez pela data, talvez pela tempo que estou longe de você que já é maior do que o de ontem. A dor só não é maior do que a do primeiro dia, talvez, essa, eu nunca esqueça, sei direitinho o que senti, aliás, foi muito mais forte, mais densa do que aquela, lembra, antes de namorarmos, quando achei que ia te perder, nossa, me lembro como se fosse hoje, doeu demais, desde então, disse a você que a letra da música Por Onde Andei era minha para você:

 

Desculpe
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei
Errado e eu entendo
 
As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança
 
Por onde andei?
Enquanto você me procurava
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava...
 
Amor eu sinto a sua falta
E a falta
é a morte da esperança
Como um dia
Que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança
 
Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama

 

O amanhã devo aguardar, mas o hoje está difícil, tanto que não me contive, mandei mensagem, não obtive resposta, faz parte do processo, tenho que entender e aceitar.

 

Bom, na verdade, só passei aqui para dizer essas breves palavras e aliviar um pouco essa dor que está a me corroer.



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Um vazio tão denso que chega a ser palpável

Naquele dia, algo estava diferente, ele sentia, mas não sabia explicar, algo estava ou iria acontecer, se preocupou, afinal, estava longe de seu lar.

Recebeu um telefonema, pensou logo no pior, mas não, era apenas um cliente. Passava o tempo e a palpitação continuava, achou que pudesse ser em razão do futebol, já que seu time iria jogar dentro de duas horas.

No fundo, sabia que não era o jogo, mas procurou se enganar, conversou, comeu e bebeu, ao menos tentou. Aquela sensação não o abandonava.

O jogo ia começar, todos se acomodaram em suas respectivas poltronas, um dos convidados disse que iria embora, ele, não titubeou, levantou e disse: pode deixar eu te dou carona.

Entraram no elevador e o telefone tocou novamente, agora sim, a ligação caiu, eram 25 andares, mas pareciam 200, nunca chegava ao térreo e, portanto, não conseguia receber a ligação.

Já na rua, o telefone insiste, ele atende e recebe a notícia, sem pestanejar pega o carro e vai embora para casa, esquece da carona prometida.

Já em seu lar, se deparou com uma situação que até então nunca havia sentido, o vazio, mas era um vazio tão denso que chegava a ser palpável.

Ligou, mandou mensagem, nada, nenhum retorno, só lhe restava chorar e assim o fez, chorou copiosamente, fez questão de sentir a fundo aquele sentimento.

O futebol estava rolando, mas ele não estava nem aí, só sentia solidão.

Olhou para o relógio e viu que já passava das 2:00 am, precisava dormir, mas sabia que não conseguiria, seu olho estava inchado, mesmo assim se deitou, logo se levantou, foi para janela e nada viu, nem poderia, ela só estava perto do seu coração e de sua imaginação. Sabia que ela não voltaria, mas precisava se apegar em algo, achou por bem não trancar a porta, quem sabe ela resolva voltar.

Acordou, o travesseiro estava molhado, não era suor, mas lágrimas, correu ao celular para ver se havia mensagem, nada, ligou o computador para ver se havia e-mail, nada, interfonou ao porteiro perguntando se havia correspondência, nada.

De repente, seu celular avisa que chegou mensagem, correu, pegou e apertou para ler, era da operadora informando as promoções, quase o jogou pela janela, mas, o celular apita novamente, correu com certa discrição, mas dessa vez era ela, começou a ler, dizia assim Sinto sua falta (imediatamente pensou: eu sabia, mas não pensa que será assim tão fácil) há praticamente 1 ano, você se omitiu, cansei, adeus.

De fato, não seria fácil, resolveu responder, desistiu, mesmo assim pegou caneta e papel e escreveu:

Agradeço por todos os dias que estivemos juntos, agradeço por tê-la conhecido, agradeço por tê-la amado, agradeço, até por nossas brigas, já que foram elas que proporcionaram a reconciliação, agradeço, ainda, por ter me ensinado tantas coisas, agradeço por ter estado ao meu lado nas doenças, tanto na saúde como na financeira, por fim, agradeço por hoje e amanhã, pois serei obrigado a aprender tudo aquilo que você quis me ensinar, mas não estava disposto a aprender, agradeço, por me tornar um homem mais forte e, principalmente, por ter a certeza de que amor só existe um, VOCÊ. E finalizou com Um Vazio na Alma de Nicholas Sparks

Sem ti nos meus braços, sinto um vazio na alma.. Dou por mim á procura do teu rosto no meio das multidões.. Sei que é impossivél, mas não consigo conter-me.. A minha procura por ti é uma busca interminável destinada ao fracasso.

Tu e eu tinhamos falado sobre o que aconteceria se fôssemos separados por força das circustancias, mas não consigo manter a promessa que te fiz naquela noite. Desculpa, meu Amor, mas não existirá nunca ninguém para te substituir. As palavras que te murmurei eram absurdas, e eu devia ter percebido isso então. Tu - e só tu - tens sido sempre a única coisa que eu desejei, e agora que já cá não estás, não tenho qualquer desejo de encontrar outra. Até que a morte nos separe, sussurrámos na igreja, e eu tenho vindo a acreditar que as palavras permanecerão verdadeiras até finalmente chegar o dia em que eu, também, serei levado deste mundo.

 

 



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Coração Partido

Estou indo embora! Foi com essa frase que ela comunicou a ruptura do casamento.

 

Faltavam apenas 6 dias para eles completarem 6 anos juntos. Aliás, ele já havia preparado uma comemoração especial.

 

Foi uma surpresa! Ele está muito abalado, não esperava isso de jeito nenhum, não havia nenhum sinal de que isso pudesse acontecer, ao menos era assim que ele enxergava.

 

Ela comunicou com muita calma, ele, surpreso, indagou o motivo, então ela pacientemente disse – Estou sufocada, preciso respirar, quero estar com meus amigos, não ter hora para chegar, enfim, aproveitar mais a vida.

 

Já com as malas prontas perguntou se poderia pegar emprestado o carro, prometendo devolvê-lo no dia seguinte. Ele apenas entregou as chaves do carro e ouviu o barulho da porta fechando. Chorou copiosamente.

 

Não consegue entender o motivo da partida, dei tudo a ela, quando a conheci ela não tinha nada, nem estudo. Hoje, é formada, conheceu o mundo ao meu lado, entende de gastronomia, de vinhos, mas, o que mais ela pode querer? Já sei, ela tem outro, só pode ser.... Não resistiu ligou para ela e foi logo dizendo – você tem outro! Pode assumir, já sei de tudo.

 

Sim, respondeu ela, como você descobriu?

 

O silêncio se fez presente por alguns longos segundos, então ele disse com a voz trêmula – eu não sabia.

 



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O mistério da afinidade

Homens e mulheres... Seres humanos falando a mesma linguagem, mas com inúmeras diferenças.

Era exatamente assim entre eu e você.

 

Nossa amizade nasceu no cursinho, naquele hiato que se dá na vida dos que acabam o colegial e não passam no vestibular. Nesse breve martírio, talvez o único proveito que tenha tirado foi o fato de conhecer essa menina tímida, bonita e muito inteligente.

 

Não me esqueço da incrível revelação que foi para mim o seu descobrimento, daquelas surpresas que nos fazem perguntar “mas onde você estava esse tempo todo?”

 

Me lembro que havia um dia na semana que tínhamos aula o dia inteiro e num desses dias você não apareceu, foi quando te liguei perguntando se havia acontecido algo, e você de bate pronto respondeu: Uma tragédia! Fiquei assustado e indaguei o que era, e você disse: Nasceu uma espinha enorme em meu rosto, não vou no cursinho por uma semana....

 

Não demorou muito estava tocando a campainha em sua casa, sua espinha, de fato, era grande, mas disse que era praticamente imperceptível (só esqueci de avisar as outras pessoas no cursinho) e te carreguei até lá. Ao adentrarmos à sala de aula, todos perguntavam se aquela bola enorme em sua cara era uma espinha. Não me esqueço do seu olhar fulminante!

 

Hoje, estava caminhando na Av. Paulista quando você me avistou. Foi uma conversa breve, serena, pausada. Uma certa formalidade permeou as frases entrecortadas, as perguntas que tentavam atualizar a distância natural de quem não mais divide a intimidade do cotidiano.

 

Durante uns 5 anos nos víamos quase todos os dias, mas aí, surgiu aquela oportunidade de trabalho na Inglaterra e você partiu. Naquela época a internet estava engatinhando, não existia banda larga, não sei se há desculpa para o nosso distanciamento, mas se houver, aí está ela.

 

Quando você retornou, foi direto ao prédio que residia, mas já não morava mais lá, então você foi atrás de uma amiga em comum, lembra? A Cris, e foi ela que disse que havia me mudado para um condomínio na Granja, mas que não sabia qual, então, o que você fez? Foi em Condomínio por Condomínio daquela região perguntando por meu nome, e não é que me descobriu.

 

Rimos à beça no tempo que vivemos juntos. Claro, tivemos nossos maus momentos e não foram poucos. Mas isso é poeira que o vento já soprou. Quando a vi ali com a medalha de São Bento que havia lhe dado, fiquei emocionado de reencontrar minha cúmplice.

 

Enquanto ela falava fiquei a observando, pensei no mistério que gera a afinidade. Somos muito diferentes e, no entanto, fizemos tantas coisas juntos, coisas que só pessoas que pensam e sentem de modo semelhante podem criar.

 



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A todos e a cada um

Talvez soe repetido isso que vou escrever, talvez seja continuidade do que comecei dias atrás – sem perceber que antecipava o que viria acontecer. Mas quem disse que alguém, além de mim, se lembra do que escrevi dez dias atrás?

 

O fato é que o ano está terminando e pessoas que habitaram o meu cotidiano se esvairão, sentirei saudades, posso garantir que foi um ano intenso, conheci algumas pessoas, não sei ao certo quantas dessas permanecerão em minha vida, uma, duas, quem sabe três.

 

De toda forma, tenho que agradecer a todas essas pessoas que, sem dúvida alguma, tornaram cada dia em um dia especial.

 

Não existe nada mais poderoso do que certas combinações complementares. O nosso grupo é um excelente exemplo. Sempre quando falta alguém, inevitavelmente, o dia perde um pouco do seu brilho.

 

É o mesmo que contássemos 9, 8, 7, 5.... OPS, faltou o 6, é isso, imediatamente sentimos sua ausência.

 

Através do grupo trabalhamos a compreensão sobre o que é o outro, sobre quem são os outros, e o que juntos podem fazer pessoas que se dispõem a misturar sua disposição e criatividade. Trabalhar em grupo é se permitir a não ser você o centro das atenções o tempo todo. Deslocar o eixo do seu interesse e de sua atração para outro pensamento, outra forma de comunicação e, a partir dela, através dela, formular uma nova expressão própria, resultante da informação adquirida.

 

Assim, numa espécie de corrente, de fluxo e sucessão de entendimento/desentendimento, aceitação e recusa, compreensão e incomunicabilidade, vai sendo criada uma linguagem comum, a voz que traduz o pensamento que não é particular, mas diz e fala sobre todos. Não é fácil, nem sempre é bom, mas, como tudo aquilo em que acredito que seja verdadeiro e humano, se torna poderoso quando é transformador.

 

Estar diariamente com um bando de amigos é um privilégio. Poder desentender-se sabendo que há um vínculo amoroso que predominará e fará a reconciliação, é uma dádiva. Mas um grupo é sempre um mistério. Por mais que você tenha a intimidade da convivência, nunca desvenda o que habita uma mente e um coração que não seja o seu. Talvez, aí, esteja o segredo, a magia.

 

Só me resta agradecer a todos vocês. Obrigado pelas palavras, fossem elas amigas, incentivadoras e até mesmo consoladoras, pelo ombro, pelo abraço, pelo sorriso, pela confiança, enfim, pela presença em todos os momentos, inclusive, naqueles em que fui forçado a falar ou a me calar, mas, principalmente, pelos momentos que me foi mostrado o quanto sou especial para cada um de vocês.

 

 

 



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Quando o coração não responde mais

Como foi difícil começar a escrever. Aquele sonho, não sai da minha cabeça. Não consigo distinguir qual é o sentimento que teima em brotar nos meus pensamentos e que tenta me sufocar, mas é um misto de amor, vontade e saudade.

 

Difícil também, é definir o dia de hoje, não sou capaz de fazê-lo em uma palavra.

 

Agora, difícil mesmo é compreender o mistério que faz o sucesso de cada encontro. Na verdade, o sucesso e o fracasso caminham lado a lado, não é à toa que dizem que existe uma linha tênue entre eles. Uma palavra fora do contexto... Bum!

 

Estava caminhando no sentido contrário de tudo aquilo que havia construído, gerando uma dúvida latente, daquelas que a pessoa pára e pensa – Pensei que te conhecia, mas, sério, não sei mais quem é você.

 

Cada um de nós deve ter vivido a sua própria experiência quando teve que aceitar a dificílima tarefa de digerir uma frustração gigante. Só o tempo suaviza a dor da decepção, se não é que ele apenas nos ensina a deixar o amargor longe dos olhos da memória, trancando-o num cofre.

 

Quando somos surpreendidos com o súbito desaparecimento de uma glória cujo caminho foi traçado com nitidez pela sugestão de nossos sonhos, acabamos deixando a lacuna da felicidade ausente. Sobra sempre a pergunta descabida, mas ininterrupta do “como isso foi acontecer? Por que comigo?” E o eco das frases sem respostas rebate nas paredes frias das costelas transformadas em grades para o vazio de um corpo que já não sente o pulsar do coração. É como se nosso órgão vital, motor e propulsor deixasse de funcionar.

 

Tais desastres têm uma importância imensa inversamente proporcional ao tamanho do machucado de seu ferimento.

 

Após grandes infortúnios somos obrigados a decidir se vamos permitir que nosso coração se abra para futura entrada do calor dos raios de sol, ou se fecharemos a janela para não da margem a dor de outra decepção.

 

Lembra daqueles olhos verdes? Então, eles me mostram algo diferente do que escuto. Entendo tudo com clareza e perfeição, não é não e ponto final, mas não é isso o que enxergo. Vejo com toda nitidez dois corações parecidos olhando para a evidência de seus destinos cruzados, a se perguntarem sobre a necessidade imperiosa da abdicação.

 



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Se nos sonhos posso tê-la, então quero dormir para sempre. Porque se algum dia acordar, a realidade poderia não me deixar sonhar mais

Marcamos um novo encontro. Confesso que estava um pouco nervoso. Também não era pra menos, todos os encontros anteriores foram suspensos, ou melhor, interrompidos, por fatores externos. Sentia-me como indo ao encontro com minha primeira namorada. É uma sensação diferente, única, que nos faz enxergar tudo com outros olhos. Desta vez nada poderia dar errado, treinei o texto todo, inclusive, inseri algumas palavras que nem mesmo conhecia seu significado. Tudo para impressioná-la!

Quando cheguei ao local combinado, ela já estava lá, imediatamente o calor tomou conta do meu corpo e o vazio se fez presente por não saber o que falar. Ela estava bela, linda, perfeita, com um vestido roxo, se bem que quando o sol bateu ele parecia violeta, com um colar de pérola e o brinco da mesma cor de seus olhos.

Logo depois dos cumprimentos cordiais, ela passou a falar sobre o dia maravilhoso que estava fazendo e como as pessoas ao redor estavam felizes, mas, confesso que me desliguei por alguns segundos sobre o assunto, pois havia me infiltrado em seus olhos verdes, que são lindos, lindo como o quê? Não há nada para comparar, são de uma beleza rara, difícil de encontrar. São verdes... Verdes como quê? Verdes como a natureza, que fez lindo o teu olhar... Esse verde de rara beleza, Esse verde de encantar... O verde, Que deu origem a outras cores. Teus olhos são brilhantes... Brilhantes como quê? É difícil explicar... São como diamantes, que estão sempre a brilhar... São duas estrelas cintilantes, que ninguém pode vê-las, sem logo se apaixonar. Teus olhos verdes, Não servem só para olhar... Eles têm duas funções: Servem para ver... E para encantar... meu coração que o diga. São uma obra perfeita, uma obra capaz de apaixonar qualquer rapaz... Essa obra da natureza, uma obra feita, De modo a condizer, Com toda a tua beleza. Teus olhos falam... Dizem qualquer coisa... Mas em linguagem silenciosa, que causa uma estranha sensação... Uma linguagem que não se ouve, Mas sente-se no coração... Uma linguagem estranha, Que provoca emoção... Uma linguagem que não fala de tristezas nem de dor...

Conversamos bastante, nada, nem ninguém, nos atrapalhou, parecia que tudo conspirava a nosso favor. Ela falou coisas lindíssimas, sobre a amizade, o amor, a paixão, alma gêmea e até mesmo sobre reencarnação. Nos identificamos bastante, a conversa fluía naturalmente. Por um momento pensei ter ouvido dizê-la "por que você não apareceu noutro momento", mas ao interpelá-la ela disse ter perguntado sobre o meu momento atual.

Não importa, o fato é que estávamos nos entendendo como nunca, nos tocávamos o tempo todo, havia uma corrente de energia transbordando.

Começamos a caminhar, ao passar por um floricultura, resolvi entrar e presenteá-la. O dono da floricultura que devia ter uns 64 anos, colocou suas mãos em meus ombros e disse:

Pensa! O pensamento tem poder.
Mas não adianta só pensar.
Você também tem que dizer!
Diz! Porque as palavras têm poder.
Mas não adianta só dizer.
Você também tem que fazer!
Faz! Porque você só vai saber se o final vai ser feliz depois que tudo acontecer."

Aquelas palavras me cobriram de confiança, foi então que quando me dei conta já a tinha em meus braços, sem dizer uma só palavra, apenas olhava em seus olhos, não haviam palavras para descrever tamanho sentimento, apenas consegui dizer:

-Tão grande é minha paixão agora que não penso em nada mais a não ser nossos lábios se tocando. Toquei seu rosto, toquei o rosto de um anjo, ela fechou os olhos, parecia adormecer com minhas mãos em seu rosto, tocava seus cabelos, minhas mãos dançavam em seu rosto, até chegar à sua boca, senti seu coração bater mais rápido, me aproximei de seu rosto e pude sentir sua respiração, meu coração batia mais rápido e, por alguns instantes lembrei-me do tempo em que sinto esta paixão dominando minha mente. Nem mesmo me lembrava, o tempo se apagou no meio de meus sentimentos, mas não apagou a paixão fulminante que cada vez mais consumia minha alma. Passava noites em claro recitando seu nome, chorava em silêncio por não tê-la comigo. E esta paixão crescia tanto que tive que contá-la, ou morreria na eterna angustia de não me expressar.
Subitamente eu despertei de minhas lembranças e me vi frente a frente com seu rosto. Tão grande era a paixão e a felicidade que me consumiam ao vê-la se aproximando com um largo e lindo sorriso e, sussurrou em meus ouvidos
- Ei, acorde, isso é apenas um sonho



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Quando se tem um amigo ou uma grande paixão, ambos sentimentos coexistem dentro do seu coração

Saí do nosso encontro com a sensação de que tudo que eu disse não era pra ser dito e tudo que eu gostaria de dizer ficou engasgado.

 

Mas, não é para menos, ignorei todos os sinais, logo eu! Que erro primário.

 

Bom, agora não adianta mais, pois o passado não volta, apenas serve de lição para refletir, jamais para repetir.

 

O fato é que estava cheio de idéias na cabeça, então, solicitei que lesse esse texto. Ocorre, que as idéias se foram. Na verdade, até que escrevi bastante coisa, mas nada representativo, que merecesse sua atenção, talvez algumas frase impactuosas apenas para alimentar meu ego.

 

Com a auto-estima patinando entre dois extremos, sinto-me estranho. Sei, que hoje será mais um dia de procura das interrogações nas infinitas brechas das exclamações?!

 

Hoje é daqueles dias que você fica na janela o tempo todo, passa carro, passa gente, mas não passa o tempo.

 

Desculpa por não conseguir dizer nada!



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O retorno do Chuck

meu boneco                                                                Chuck

 

Tudo começou quando eu tinha uns 16 anos, participei de um programa esportivo da TV Gazeta e acabei ganhando um boneco.

 

O boneco era muito parecido com o Chuck, do filme boneco assassino, donde, inevitavelmente, surgiu o nome do meu “brinquedinho”.

 

Ofereci o boneco à minha irmã, que num primeiro momento ficou felicíssima, mas ao apagar das luzes, saiu correndo do quarto dizendo que o boneco queria matá-la. É bem verdade que naquela época eu era um pouquinho traquina e, digamos, dei uma mãozinha para o ocorrido.

 

Nessa época minha prima estava passando férias em casa, então, ofereci a ela o boneco, que rejeitou de imediato, alegando que o mesmo era o Chuck, e que não queria morrer esfaqueada.

 

Bom, por livre e espontânea vontade das outras pessoas, permaneci com ele por alguns anos, e vez ou outra eu aprontava alguma com minha mana querida. Mas, já com meus 18 anos, comecei a namorar, e ofereci a ela o boneco, que educadamente aceitou.

 

Passados alguns dias, mencionei à minha namorada que o nome do boneco era Chuck,. Foi o bastante para ele ser expulso de seu quarto e ir parar no quartinho do fundo, questionei sua atitude, indagando se ela achava que ele iria sair andando até a cozinha pegar uma faca e matá-la, pronto, lá estava o Chuck novamente em minha casa.

 

Já na época da Faculdade, resolvi levá-lo para o sítio, para que passasse umas férias, entretanto, acabei sendo vítima do boneco, já que após um dia de aula, ao entrar no meu carro, acabei enxergando-o no banco traseiro, o que me causou espanto, afinal de contas, eu quem ditava seu destino.

 

Fiquei anos sem notícias de seu paradeiro, mas, na noite passada, acabei acordando com um barulho vindo da cozinha, corri para lá e encontrei diversas facas espalhadas sobre a mesa, vi um vulto, fiquei sem saber se corria em direção dele ou se corria para o quarto, mais propriamente para debaixo da cama, mas, lembrei-me da minha origem e fui atrás para saber o que estava acontecendo, ao acender as luzes, me deparei com o chuck sentado sobre a mesa de jantar segurando uma faca, antes que pudesse ter qualquer reação, escutei uma risada ao fundo e acabei por constatar aquilo que meu subconsciente deduzia, minha irmã era a responsável por aquilo.

 

Ok! Confesso, fiquei com um “pouquinho” de medo, mas não se esqueça que o boneco encontra-se em meu poder, portanto.....



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Reencontro

Parte I

 

Passado algum tempo do fatídico fim de relacionamento, resolvi me inscrever em um curso, nem tanto pelos ensinamentos, mas, principalmente, para acalentar a alma, já que é muito difícil para um solitário, ou que esteja, momentaneamente, solitário, imaginar que faz sol lá fora, e o frio encontrou sua alma para se instalar. Isso me remete a frase dita por Tom Jobim: Triste não é só viver na solidão, mas saber que ninguém pode viver de ilusão. Ainda hoje, li na coluna do Marcelo Rubens Paiva uma definição sobre o sofrimento da pessoa solitária “O que mais aflige um solitário é imaginar que a cidade inteira se diverte, e ele, não, que todos têm alguém, e ele está só, que a paz está na vida familiar e na turma de amigos, e que ele, o solitário, jamais experimentará a sensação confortável de ter com quem desabafar, além do porteiro”. 

 

Acho que esse preâmbulo é capaz de mostrar as razões pelas quais eu fui me inscrever no curso.

 

Ocorre, que para a minha surpresa, na fila da matrícula, me deparei com uma pessoa que eu havia conhecido em um outro curso similar, mas que por obra do acaso não trocamos telefone.

 

-         Oi, há quanto tempo. (eu)

-         Nossa, que coincidência. (ela)

-         O que você está fazendo aqui? Ai, que pergunta idiota! Óbvio que é o mesmo que eu. (eu)

-         (risos) – Pausa – Que sorriso lindo! (ela)



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Parte II

 

Nesse momento, ela fixou seu olhar nos meus olhos e disse:

 

-         Cadê sua namorada?

-         Ah, terminamos, digo, ela terminou.

-         Puxa, que pena, quer dizer, que sorte, sua é claro!

-         Por que?

-         Desculpe minha franqueza, mas ela tinha voz de gralha, além do fato de não combinar com você.

-         Gralha?

-         Sim, meio de pato rouco, como a do Pato  Donald.

-         (risos).

 

Fomos interrompidos pela diretora da Universidade, que nos avisou que o curso havia sido cancelado. Instantaneamente, fiquei triste, já que a não realização da aula significaria o fim daquela agradabilíssima conversa. Precisava agir rapidamente, foi quando eu a convidei para tomar um café na lanchonete.

 

-         Você não gostaria de tomar um café?

-         Não..., mas aceito um suco.

-         (Em uma fração de segundo me senti super solitário) Sussurrei, Graças a Deus.

-          O que disse?

-         Que estou muito feliz em revê-la.

-         Eu também, sempre quis conversar um pouco mais contigo, mas tinha medo da sua namorada.

-         Com razão, ela parecia um Pit Bull.

 

Ficamos horas conversando, estávamos rindo bastante, foi quando ela olhou o relógio e disse que precisava ir. Pensei comigo – Não posso perdê-la novamente, deixá-la ir sem fazer nada, então, num impulso descomunal, dei-lhe um beijo, daqueles de cinema, mas, o tapa que levei, não foi aquele de novela.

 

Hoje, estamos juntos, entretanto, mês a mês tenho que lhe explicar que aquele beijo roubado foi só com ela, com mais ninguém, que eu não tenho esse costume, que eu só fiz isso para não perdê-la...

 



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O fim é sempre o mesmo.

 

Você aí do seu lado e eu aqui já pensando no fim.

 

Eu nunca pensei que fosse terminar assim.

 

Pra que fingir, manter as aparências sem motivos pra seguir.

 

Você olha para mim, você presta atenção, cada palavra minha vira uma contradição.

 

Talvez fosse mais fácil dizer a verdade, diga, eu sou forte.

 

Lá vem você com esse papo de falta de compatibilidade.

 

Ironia sem fim, quando nos conhecemos, não cansávamos de enumerar tanta similitude entre nós, reproduzíamos aquele velho clichê “fomos feitos um para o outro”.

 

Não quero escutar verdades ditas por alguém que não me quer mais.

 

Não quero mais viver de ilusão.

 

Quer saber, hoje eu vou ver o dia passar, quero um tempo só pra pensar...

 

Pensar no que eu quero e no que a vida vai me proporcionar.

 

 

Continua...



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Decepção...

Confiar, acreditar, apostar, enfrentar...

São alguns dos sentimentos e investidas que damos aos nossos amigos.

Infelizmente, acabei conhecendo outros sentimentos.

Decepção, enganação e ilusão.

Hoje, para mim, foi a prova definitiva de tudo isso, mas não tem nada não, amanhã já estarei melhor.

Talvez seja apenas mais um que se vai, se bem que com você eu pensei que seria diferente, pensei....

E o pior é que não dá para culpar ninguém, o erro é só meu, pensei em culpar minha irmã, afinal de contas, por muito tempo, achei que ela era a culpada por tudo de errado que me acontecia, mas, nem isso dá, terei mesmo é que engolir sozinho.

Em pensar que um grande e verdadeiro amigo partiu, mas tenho certeza que voltará, e tenha certeza, quando voltar, estarei esperando-o de braços abertos.

Quer saber de uma coisa, ponto final e bola pra frente, ou melhor, bola pra frente e ponto final.



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Meu melhor amigo!

 

Tem vezes em que ele dorme sem escovar os dentes. De volta do bar, sequer troca de roupa (não ultimamente, porque ganhou um pijama de listas azuis). É desorganizado e preguiçoso, os livros que lê antes de dormir ficam sempre sobre a cama, e não em sua cabeceira. Noite passada dormiu com a Rita Lee. Ele gosta de fazer testes idiotas de matemática; adora a raiz cúbica de menos um, porque ela parece quebrar dois paradigmas, mas não o faz. Seu mundo é das palavras. Desistiu de sociologia já no limite - o limite de x tendendo ao infinito. Poético demais, profundo demais para minha pobre capacidade mental. Seu humor varia de acordo com o cheiro que o dia tem e, ultimamente, tem gostado muito de chuva. Até chora, aliás, chora muito à toa. Sua área de estudo é o ser humano. “você não gosta de batatas-fritas? taí, gostei de você”, ele disse uma vez (mas não se lembrava), e olha que gosta de batatas-fritas. Tem a memória muito fraca, confunde letras quando vai escrever, às vezes troca o f pelo b - eu quis dizer pelo v. gostava de usar as palavras inventadas por ele mesmo, até descobrir que elas existiam de verdade. Acho que a coisa mais legal que aprendi com ele foi esse jeito de lidar com as palavras. “hoje, estou pudico de ontem”. Outro dia encontrei em seu caderninho de anotações uma caligrafia bêbada, perguntando "por que amo tanto as particularidades das pessoas, e tanta gente, e por que sou incapaz de amar um único alguém para uma vida inteira". Ele precisa muito de abraços e de bibliotecas.

 

Eu o amo cheio de dedos, como se deve amar alguém que não se quer machucar de forma alguma, como se deve preservar o verdadeiro amigo, eu o abandono por aí no mundo, sem enviar nem receber notícia, sem um telefonema sequer por milênios, e não percebo, dada a sua presença no meu cotidiano. Ele comenta meus atos mais corriqueiros, eu sei - e ouço. ele me olha com a cumplicidade impossível que construímos quando eu faço uma traquinagem qualquer, quando eu gosto de cometer pecados - e vice-versa, e nós rimos, tudo isso sem uma só palavra, ele naquele universo que é outra cidade, eu neste meu, na angústia que nunca passou. Ele fez aniversário no começo do ano, e eu sequer telefonei.

 

Falta minha, devo presentes, e devo principalmente um sinal, pequeno que seja, de afeto.

 

Devo muito da minha vida e do que sou. Devo desculpas por minhas faltas. Devo tanta coisa a ele, e vou guardando tudo, junto ao orgulho por ele ser tão ingenuamente bom e escrever tão talentosamente bem e ainda por cima ser meu amigo, um dia ainda pago, de alguma forma, por enquanto, vou apenas gastando-me nele - e o perpetuando em mim. Ele é único e insubstituível, embora neste texto ele seja dois. (contradição que vai chateá-lo um pouco, mas eu sei que acabará aceitando, porque entre os quatro fantásticos o amor está tão consolidado que não há outro jeito senão aceitarmos o que somos e pronto).

 



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Obrigado!!!

Hoje é um dia especial, mas antes que você me chamem de pretensioso, irei explicar o motivo:

 

Como a maioria das pessoas que passam por esse blog já sabem, hoje é o dia do meu niver e, posso assegurar, que esse dia se tornou bastante especial pelos torpedos, telemensagens, e-mails, telefonemas, além daqueles que se dispuseram a “perder” um pouquinho do seu dia para me parabenizar pessoalmente.

 

Sim, vocês fizeram esse dia tornar tão especial, é muito bom saber e receber o carinho de vocês.

 

Como bem destaca a propaganda do Mastercard – Ter amigos como vocês não tem preço.

 

Obrigado por tornarem um dia “comum” em um dia tão especial.

 



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